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COBRANÇA ABUSIVA

Presidente da CPI da Energisa, deputado diz que MT pode romper com concessionária

Assessoria

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa, Elizeu Nascimento (DC), afirmou que Mato Grosso pode romper o contrato com a empresa que é responsável pela distribuição de energia elétrica no estado. A declaração foi dada durante entrevista ao Mato Grosso Mais, nesta segunda-feira (14).

A CPI tem o objetivo de apurar irregulares da companhia sobre a onda de aumento abusivo nas contas de luz dos consumidores e a baixa qualidade do serviço prestado.

Após obter as 19 assinaturas necessárias, o pedido para abertura da Comissão foi protocolado junto à Mesa mesa diretora da Assembleia Legislativa (ALMT) e a CPI foi criada na última sexta-feira (11).

Sob o prazo de cinco dias, os partidos devem anunciar, ainda nesta semana, os nomes dos parlamentares que devem compor a investigação.

“A partir daí, nós faremos a audiência de abertura dos trabalhos e iremos escolher por voto entre os cinco nomes, quem será o relator. Depois disso, iremos iniciar os processos de convocação, participação da população até porque há uma revolta muito grande da sociedade Mato-grossense em relação às taxas que são cobradas”, disse.

De acordo com o parlamentar, o aumento expressivo nas últimas faturas, que segundo ele, em alguns casos, os valores até triplicaram, é um dos motivos que resultaram na abertura da CPI.

Além disso, existem fatores como a baixa qualidade da prestação do serviço e a redução no quadro de funcionários também entram na lista.

“Tudo isso gera um mau serviço prestado. Acredito eu que ela [Energisa] na tentativa de fazer uma economia, reduz o quadro de servidores, mas aí acaba afetando a população que precisa desses serviços”, esclareceu.

O Procon também será convocado para prestar esclarecimentos sobre os processos de reclamações registrados no órgão contra a concessionária.

A Energisa continua ocupando a primeira colocação no ranking de reclamações do Procon.

No mês de setembro, foram registradas 576 reclamações contra a companhia.

“Nós faremos um trabalho bem amplo para que possamos fazer aquilo que a sociedade espera. Por isso, é importante que a sociedade participe e venha nas audiências públicas, inclusive trazendo os talonários das faturas para que sejam apresentados e a gente possa ter documentos”, finalizou.

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  • 15 de outubro de 2019 às 10:16:29
  • 15 de outubro de 2019 às 08:39:13