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GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Sem falar com imprensa, coronéis da PM fazem acareação sobre investigação dos grampos

Divulgação

Os coronéis da Polícia Militar de Mato Grosso Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Airton Siqueira Júnior estão, neste momento, fazendo uma acareação a pedido das delegadas Ana Cristina Feldner e Jannira Laranjeira, responsáveis pela Força-tarefa da Grampolândia Pantaneira.

Na chegada, no Complexo Miranda Reis, em Cuiabá, nenhum dos oficiais quis falar com a imprensa.

As delegadas também não devem dar declarações após a acareação.

O objetivo de ouvir os três é tentar verificar se há alguma divergência no depoimento prestado por eles.

Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco já admitiram em depoimento à 11ª Vara da Justiça Militar que no final de 2015, no governo Pedro Taques (PSDB), receberam a ordem do então secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque,  para que fossem interrompidas as interceptações ilegais.

O ex-comandante da PM, no depoimento, prontamente teria atendido o pedido de Zaque.

JULGAMENTO EM NOVEMBRO

Os cinco policiais militares, réus na Grampolândia Pantaneira, irão a julgamento na segunda semana de novembro. Os policiais serão julgados na Secretaria de Justiça Militar, no Fórum de Cuiabá.

 Os coronéis Zaquel Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Jorge de Barros, tenente-coronel Januário Antonio Edwiges Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Junior são acusados de participarem de um esquema de escuta telefônicas que grampeou ilegalmente políticos, autoridades e jornalistas. O caso veio à tona em 2017, sob a gestão do então governador Pedro Taques (PSDB).

A sessão de julgamento está prevista para ser realizada nos dias 06, 07 e 08 de novembro às 13h30.

“Igualmente, no caso de afastamento dos militares por motivo de férias ou licença prêmio, comunicar a este juízo sobre seus endereços atualizados para intimação via Oficial de Justiça. Caso seja afastamento por licença médica, encaminhar cópia do respectivo atestado médico”, diz trecho do documento.

Grampos ilegais

As investigações que culminaram na prisão de ex-secretários e oficiais de alta patente da Polícia Militar de Mato Grosso apontam para um esquema de escutas ilegais que foi capaz de interceptar mais de 800 conversas de políticos, advogados e jornalistas.

Os telefones foram interceptados com autorização judicial através de uma técnica denominada barriga de aluguel, quando números de pessoas não investigadas foram incluídos nos pedidos de interceptação encaminhados aos magistrados.

As ações contra os acusados foram para a Justiça Militar, para a Justiça Federal e para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, onde o relator é o desembargador Orlando Perri.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 29 de outubro de 2019 às 14:58:54
  • 29 de outubro de 2019 às 14:57:33