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SANTA CASA

CPI: salários de parentes de diretores chegavam a R$ 20 mil

Secom CMC

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta na Câmara de Cuiabá em maio deste ano para investigar as causas da crise na Santa Casa apontou que a contratação de parentes de membros da diretoria com supersalários foi uma das principais causas do déficit financeiro do hospital.

A crise culminou no fechamento do hospital no dia 11 de março. As investigações abrangem os anos de 2018 e 2019.

Desde maio deste ano, o hospital é administrado pelo Governo do Estado com o nome de Hospital Estadual Santa Casa.

No dia 19, o relatório final da CPI, presidida pelo vereador Marcos Veloso (PV), foi encaminhado para o Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Delegacia Fazendária.

Conforme a CPI, muitos funcionários do hospital filantrópico eram parentes de membros da diretoria e, por conta disso, tinham privilégios.

A investigação descobriu que os parentes eram pagos antecipadamente e recebiam salários três vezes maiores do que o valor do mercado.

O rombo era tão grande que o valor pago a cada familiar variava entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.

Dentre os beneficiados, estavam uma irmã, uma filha e um primo do ex-presidente Antônio D’Oliveira Gonçalves Preza, além da esposa do ex-presidente Luis Felipe Saboia.

“Essas supostas irregularidades (nepotismo e altos salários) geraram um impacto negativo financeiro para a entidade, sendo umas das principais causas do déficit, o que pode ter ocasionado o descontrole na aplicação dos recursos recebidos, consequentemente, contribuindo para o fechamento da filantrópica”, cita um trecho do documento.

A CPI também constatou um inchaço no quadro de funcionários.

O relatório percebeu que havia um excesso na contratação, mas o número de funcionários que realmente prestavam serviços era extremamente inferior.

“Apesar do grande número de funcionários, o atendimento era insuficiente para atender a demanda de pacientes”.

Para a Comissão, esse abuso nas contratações também foi um fator decisivo para afundar a Santa Casa em dívidas.

“O excesso de contratação, em questão, colaborou demasiadamente para as dívidas contraídas pela Santa Casa, uma vez que o vínculo trabalhista gera obrigações pecuniárias para a empresa contratante e, no caso em tela, a entidade filantrópica deveria pagar mais do que arrecadava, já que tinha número de funcionários acima do necessário”, afirmou o relator do documento.

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  • 25 de dezembro de 2019 às 15:04:56