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'NÃO TEM MORAL'

Emanuel diz que o governador Mauro Mendes tenta direcionar investigações e rebate “puxada de orelha”

Mayke Toscano

As desavenças entre o governador Mauro Mendes (Dem) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) continuam sem previsão de uma trégua. O gestor municipal rebateu as declarações do chefe do Executivo Estadual sobre a suposta demora da Polícia e do Ministério Público de Mato Grosso para conduzir investigações contra o emedebista.
Em nota, a assessoria jurídica de Emanuel acusa o democrata de tentar direcionar processos que o envolvam e citou casos de corrupção que supostamente envolvem o chefe do Executivo estadual. “O que revela a tentativa de “puxada de orelha”, na expressão do próprio Governador, é uma vontade ANTIDEMOCRÁTICA de exercer o controle sobre órgãos que são INDEPENDENTES”.

“Não é o MPE, e nem a PJC, uma espécie de puxadinho do gabinete do Governador. Há delegados e promotores neste Estado, e por certo nenhum deles precisa de “dicas” ou “favores” do Governador para que façam seus respectivos trabalhos, dentro da legalidade e com respeito aos princípios democráticos e constitucionais”, diz trecho da nota.

A fala de Mendes ocorreu durante entrevista “quebra-queixo” no pátio do Comando-Geral da Polícia Militar, quando Mendes chegava para participar de uma solenidade. O democrata relembrou denúncia feita por Wilson Santos (PSDB), na campanha de 2016, e sugeriu que o órgão fiscalizador não deu prosseguimento ao caso.

Na nota, Emanuel acusa, ainda, o governador de reter repasses relativos à pandemia “para fomentar uma disputa política e de poder”.“Um governador que está envolvido em casos que culminaram até em aposentadoria de Juiz, não tem a moral ilibada para acusar qualquer outra pessoa, como se paladino da ética e da moral fosse.

Veja a íntegra da nota:

NOTA À IMPRENSA

EMANUEL PINHEIRO, prefeito eleito do Município de Cuiabá/MT, vem, respeitosamente, através de seus patronos, em resposta às inverídicas e exageradas assertivas propaladas pelo Governador de Mato Grosso, Sr. Mauro Mendes, publicadas neste site1, expor e esclarecer o que adiante segue.

Primeiramente, entendemos ser leviana e irresponsável a forma de tratamento dispensada pelo Sr. Governador às instituições SÉRIAS e RESPONSÁVEIS, como o são a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC) e o Ministério Público de Mato Grosso (MPEMT). Com certeza, estes dois órgãos desempenham suas funções institucionais de acordo com suas respectivas competências, e não precisam ser lembrados pelo Sr. Governador sobre seus papéis.

O que revela a tentativa de “puxada de orelha”, na expressão do próprio Governador, é uma vontade ANTIDEMOCRÁTICA de exercer o controle sobre órgãos que são INDEPENDENTES. Não é o MPE, e nem a PJC, uma espécie de puxadinho do gabinete do Governador.

Há delegados e promotores neste Estado, e por certo nenhum deles precisa de “dicas” ou “favores” do Governador para que façam seus respectivos trabalhos, dentro da legalidade e com respeito aos princípios democráticos e constitucionais.

A Prefeitura de Cuiabá, através de todos seus funcionários e prefeito, estão trabalhando muito e tem exercido um papel fundamental na boa gestão dos recursos, a despeito da insistente negativa do Governo do Estado em fazer os repasses devidos. Por várias e várias vezes o Governo do Estado tem retido os recursos, não faz os repasses legais, e através de seu chefe do Executivo tem a coragem de acusar alguém de ser “devedor”? Uma inverdade tamanha não pode ficar sem resposta.

A Prefeitura de Cuiabá exerceu um papel ímpar na recente pandemia, atendendo e cobrindo as lacunas que o Governador deixou. Mesmo tendo o Governo do estado sonegado informações da imprensa, escondido respiradores, retido recursos, em um intento vil que a história ainda irá cobrar. Impôs aos cidadãos, de Cuiabá e de todo o Estado, um preço mortal apenas para fomentar uma disputa política e de poder. Tal não irá passar incólume aos cidadãos que sabem o bom trabalho que tem sido realizado pela Prefeitura de Cuiabá.

Assim, um Governador que está envolvido em casos que culminaram até em aposentadoria de Juiz, não tem a moral ilibada para acusar qualquer outra pessoa, como se paladino da ética e da moral fosse.

Muito menos para tentar DIRECIONAR investigações e exercer pressão política sobre delegados ou promotores, como já vimos em vários casos noticiados pela sempre combativa imprensa de Mato Grosso. Inclusive a tentativa de ingerência na própria Deccor, este ano, que culminou com o afastamento de delegados pelo Estado, por suposta pressão política atribuída ao Sr. Mauro Mendes.

Assim, humildemente sugerimos que o Governador continue cuidando do Estado, que comece a fazer os repasses legais devidos, e pare de se preocupar com a eleição municipal e tentar atrapalhar o povo de Cuiabá em busca de seu projeto pessoal de poder.

É o que tem a manifestar sobre as invencionices aludidas. Ressaltamos ainda, nosso respeito à Imprensa e as informações verídicas noticiadas por qualquer meio de comunicação, não sendo a presente nota qualquer tipo de questionamento à este site, mas sim, uma resposta ao que o Sr. Governador, interlocutor ouvido e publicado, disse..”

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 3 de setembro de 2020 às 18:57:52