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PLEITO SUPLEMENTAR

Passando mais tempo em serviços administrativos, Coronel Fernanda é militar de “ar-condicionado”

Candidata ao Senado Federal, Coronel Fernanda (Patriota) se baseia no discurso inflamado de combate à criminalidade nestas eleições suplementares do dia 15 de novembro. Ela, em propaganda, afirma saber como prender bandidos, mas seu histórico mostra justamente o contrário. Ao longo de sua carreira, a coronel esteve mais tempo como oficial de serviços administrativos do que combatendo o crime nas ruas.

Nos 24 anos na PM, foram 3 anos como cadete na Academia Costa Verde, menos de dois anos no comando regional de Várzea Grande, em Juína e no 3º Batalhão em Cuiabá e mais de uma década da carreira foi em trabalho administrativo, uma trajetória muito diferente de seus colegas de farda que chegaram ao topo da carreira arriscando a própria vida.

Desde que se tornou segundo-tenente da Polícia Militar, em 1999, ela passou anos tendo seu salário aumentado por meio de promoções, sem ter, de fato, estado na linha de frente. Apesar das declarações da Coronel Fernanda, ela nunca esteve na mira dos criminosos.

Coronel Fernanda, por outro lado, entende bastante de burocracia. Até hoje, já ocupou cargos na Secretaria de Estado do Meio Ambiente, na Assembleia Legislativa, no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, no Ministério Público de Contas e também na Associação dos Oficiais da PM e dos Bombeiros (Assof) – na qual foi escolhida como diretora jurídica quando seu marido assumiu a presidência da entidade. No ano passado, permaneceu na Assof em nova diretoria e desde setembro desde ano, agora é a presidente, após a morte do titular.

As informações sobre sua trajetória profissional constam em Diário Oficial do Estado. E os seus seis meses de licença saúde nas poucas vezes quando teve que cumprir funções operacionais.

Além disso, a candidata declarou recentemente que seu projeto político é, na verdade, para 2022. Dessa forma, ela não deixa claro se está indiferente com a sua campanha e já mira na próxima eleição, ou se vai usar o Senado como trampolim para disputar o governo do Estado em 2022. “2020 seria apenas uma sementinha plantada para 2022”, disse durante a live promovida pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).

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