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CASO ISABELE

Ministério Público denuncia Cestari por homicídio e corrupção de menor

GAZETA DIGITAL/PABLO RODRIGO/VITÓRIA LOPES
redacao@matogrossomais.com.br

O promotor de Justiça Milton Pereira Merquiades denunciou o empresário Marcelo Martins Cestari e a esposa Gaby Martins Cestari, pais da adolescente de 14 anos que atirou em Isabele Guimarães Ramos, por homicídio culposo, corrupção de menor, porte ilegal de arma, fraude processual e entregar arma para menor de idade. Caso condenados, eles podem pegar mais de 15 anos de prisão.

De acordo com a ação, tanto Marcelo quanto a mãe da menor,Gaby Soares de Oliveira Cestari, corromperam a filha no dia 12 de julho, quando a adolescente disparou a arma Imbel 380 no rosto de Isabele.

Ao entregarem arma de fogo a menor, que acabou tirando a vida da amiga, os pais praticaram a corrupção, uma vez que se tratava de uma pessoa com menos de 18 anos de idade, cita a denúncia.

“Assim, fica evidente que, ao não tomar os cuidados necessários de vigilância e proteção, inerentes ao Poder Familiar, os denunciados, culposamente concorreram para que, a menor B.O.C. desferisse um disparo de arma de fogo em face da vítima isabele Guimarães Ramos, causando-lhe a morte”, diz trecho do documento do Ministério Público.

Ainda na denúncia, o promotor também aponta que no dia 11 de fevereiro, a mãe da adolescente a filmou manuseando uma arma de fogo dentro de casa, ou seja, reincidindo no erro.

Por mais que possuíssem um “pequeno” acervo de armas de fogo, foi demonstrado que os pais não guardavam elas em local seguro, como em um cofre. As armas eram guardadas em um móvel, com altura de 1 metro, proporcionando fácil acesso aos filhos.

Ele cita inclusive um episódio de incêndio ocasionado pelas armas. “Consta ainda informações que, até o manuseio de matéria-prima para o recarregamento de cartuchos e munições eram feitos sem os cuidados devidos, chegando, inclusive, a ocasionar um incêndio naquela residência, com sérios riscos a integridade dos próprios denunciados e filhos”, narra.

O promotor pede ao juiz que a família entregue todas as armas e apetrechos de recarregamento de munição, além da suspensão imediata da prática de tiros.

O caso

Isabele Guimarães Ramos, 14, foi morta com um tiro no rosto quando estava na casa da melhor amiga, uma adolescente de também 14 anos. A amiga alegou que o disparo que matou Isabele foi acidental, no entanto, o inquérito da Polícia Civil concluiu que o homicídio foi doloso, ou seja, com intenção de matar.

A investigação durou 50 dias com 4 pessoas apontadas, além da menor e do pai dela, há ainda o indicamento do namorado dela e do pai dele.

O namorado da menor que atirou, por ter levado as armas à casa da família Cestari, foi autuado por ato infracional análogo à posse de arma de fogo. E o pai dele, Glauco Fernando Mesquita Correa da Costa, foi indiciado por omissão de cautela, já que tinha responsabilidade sobre as armas.

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