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OPERAÇÃO MANTUS

Giovanni Zem e 4 interrogados ficam em silêncio; somente um confessa

Montagem

Preso na ‘Operação Mantus’, Giovanni Zem Rodrigues, que é acusado de dividir a liderança da “Colibri”, com o sogro, João Arcanjo Ribeiro, prestou depoimento na sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) na tarde desta terça-feira (4). Giovanni permaneceu em silêncio, ele está detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), unidade de segurança máxima.

João Henrique Sales de Souza foi o único que prestou depoimento assumindo os crimes, admitiu que pertence à organização criminosa FCM Ello, liderada por Frederico Müller Coutinho. João também está detido na PCE e, segundo o delegado, recebia cerca de R$ 5 mil ao mês para captar clientes em Rondonópolis.

Foram ouvidos Bruno Almeida dos Reis, Alexsandro Correia, João Henrique Sales de Souza, Mariano Oliviera e Marcelo Gomes. Todos presos desde quarta-feira (29), quando foi deflagrada a operação. Quatro presos optaram por não falar com os delegados sobre o caso.

O delegado titular do GCCO, Flávio Stringueta, avalia que nesse tipo de crime é comum que os réus não se manifestem. “A maioria está mantendo silêncio, é um direito constitucional, apenas um resolveu falar e confessou sua participação”, afirma Stringueta.

A polícia apura indícios e provas da participação de Giovanni na organização denominada de “Colibri”, com quem ele dividiria a liderança com João Arcanjo Ribeiro.

Quebra do sigilo bancário de Giovanni revela que no período aproximado de um ano e meio, suas contas bancárias movimentaram o valor de R$ 2.786.770,42.

Além disto, em uma de suas contas, foi creditado o montante de R$ 701.898,85, sendo que alguns destes depósitos chamam a atenção por terem sido efetuados no mesmo dia e valor, além de não haver identificação.

Já Arcanjo deve ser ouvido pela GCCO na quinta-feira (6). Ele cumpria pena em casa há 1 e 4 meses, desde que conseguiu a progressão do regime para semiaberto em fevereiro de 2018. Esta é a 2º vez que ele é alvo de inquérito por participação no jogo do bicho.

Foi identificado ainda uma acirrada disputa de espaço pelas organizações, havendo situações de extorsão mediante sequestro praticada com o objetivo de manter o controle da jogatina em algumas cidades.

Operação Mantus

As investigações iniciaram em agosto de 2017, conseguindo descortinar duas organizações criminosas que comandam o jogo do bicho no Estado de Mato Grosso, e que movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões. Uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra é liderada por Frederico Muller Coutinho.

No total, foram expedidos 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

Os suspeitos vão responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 5 de junho de 2019 às 08:12:27
  • 5 de junho de 2019 às 08:11:42