https://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2019/08/WWWWIMG_9802.jpg

OPERAÇÃO FAKE DELIVERY

“É temerário definir abuso de autoridade”, diz delegada

Abdalla Zarour

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (SINDEPO-MT), delegada da Polícia Civil, Maria Alice Amorim, comentou a Operação Fake Delivery, deflagrada pela Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz), na manhã dessa segunda-feira (19), em que um dos alvos da batida policial foi a residência da deputada federal Rosa Neide (PT).

” Eu vejo que pra você avaliar a questão do abuso de autoridade, você tem que conhecer os autos. No dia que acontece uma operação, sem que haja acesso aos autos, as informações que nortearam a conduta da polícia, eu não estou dizendo a ninguém em específico, mas antes de se conhecer a motivação da conduta, é temerário e um pouco precipitado definir como abuso de autoridade”, disse Amorim antes do ato público realizado em frente à Assembleia Legislativa do Estado com entidades, MPE, MPF, PJC, PF, Amam, PM, entre outras, que criticam projeto de Lei aprovado pelo Congresso Nacional, que trata sobre Abuso de Autoridade.

Sobre a Operação da Defaz, Rosa Neide disse, ontem (19), em entrevista à imprensa, que está tranquila, mas criticou a pirotecnia da Defaz.

Em nota, o PT nacional criticou de forma dura a ação da PJC, uma vez que a parlamentar não foi indiciada e não se recusou a colaborar com as investigações.

Em outra parte do comunicado, o partido afirma que a Defaz agiu de forma abusiva, arbitrária e com finalidades políticas.

“Todo o Brasil acompanhou nos últimos anos a escalada de arbitrariedades da Operação Lava Jato, sempre a partir de operações espetaculares para gerar manchetes e condenações prévias, perante a opinião pública, de pessoas que eram alvos políticos dos procuradores e do juiz Sergio Moro”, diz trecho da nota.

A operação Fake Delivery investiga aquisição de materiais destinados a escolas indígenas, em 2014,  época em que Rosa Neide era titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).

De acordo com a polícia, dos R$ 2 milhões de materiais comprados pela Seduc, apenas R$ 850 mil, teriam sido distribuídos pelo setor de estoque da pasta, a Defaz tenta recuperar R$ 1.134.000,00.

Segundo com os delegados responsáveis pela ação, Luiz Henrique Damasceno e Lindomar Tofoli, a petista aparece nas investigações porque uma das testemunhas do caso, cita o nome dela como a pessoa que teria determinado a compra dos materiais escolares.

Na operação,  Polícia Civil também cumpriu o mandado de prisão do ex-secretário Adjunto de Administração Sistêmica, Francisvaldo Pereira de Assunção.

Ele foi preso com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, município de Diamantino (183 km de Cuiabá).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja Mais


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 21 de agosto de 2019 às 08:26:49
  • 20 de agosto de 2019 às 16:42:08