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GRAMPOLÂNDIA

Delegada deixa força-tarefa que investiga grampos ilegais em MT

Divulgação

A delegada Luciana Batista Canaverde não faz mais parte dos integrantes que investigam o esquema de arapongagem, conhecido como Grampolândia Pantaneira, revelado no ano de 2017, sob o governo de Pedro Taques (PSDB).

A informação confirmada ao Mato Grosso Mais por meio de uma fonte, na tarde desta quarta-feira (09). A reportagem tenta apurar os motivos que levaram ao afastamento da policial civil.

Luciana era titular da delegacia regional de Água Boa e estava exercendo função como investigadora nos caso das escutas ilegais desde maio de 2019.

À época, além dela, foram nomeados outros dois delegados. São eles: Jannira Laranjeira Siqueira Moura, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Cuiabá e o delegado Rafael Mendes Scatalon, da Delegacia Regional de Pontes e Lacerda.

Deste grupo, resta apenas a delegada Jannira Laranjeira e Ana Cristina Feldner, já que o titular da delegacia de Pontes e Lacerda, Rafael Scatalon, não faz mais parte das investigações dos grampos desde agosto deste ano.

Grampos 

O esquema veio à tona em 2017, época da gestão do então governador Pedro Taques.

O esquema teria entrado em operação durante as eleições de 2014.

Naquela época, Taques enfrentaria Lúdio Cabral (PT), José Geraldo Riva (PSD), entre outros candidatos.

José Riva, que era deputado estadual, acabou tendo a candidatura cassada, no seu lugar entrou a esposa, Janete Riva (PSD).

Para dar início às escutas ilegais, Zaqueu Barbosa relatou que foi procurado, em sua casa, pelo próprio Pedro Taques, sendo este acompanhado do primo, Paulo Taques, mais tarde secretário da Casa Civil.

As investigações que culminaram na prisão de ex-secretários e oficiais de alta patente da Polícia Militar de Mato Grosso apontam para um esquema de escutas ilegais que foi capaz de interceptar mais de 800 conversas de políticos, advogados e jornalistas.

Os telefones foram interceptados com autorização judicial através de uma técnica denominada barriga de aluguel, quando números de pessoas não investigadas foram incluídos nos pedidos de interceptação encaminhados aos magistrados.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 10 de outubro de 2019 às 11:05:29