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TRAGÉDIA EM CUIABÁ

Prisão preventiva visa 'resguardar integridade física' de motorista, aponta juiz

Consta no termo de audiência de custódia, que a prisão em flagrante do motorista Wesley Patrick Villas Boas de Souza, de 23 anos, foi convertida em preventiva, para “resguardar a integridade física” dele. A audiência foi realizada nesta quarta-feira (1º).

Segundo o juiz Wladymir Perri, da Terceira Vara Criminal de Cuiabá, argumentou que a prisão do motorista  se fez necessária.

Wesley é acusado de atropelar uma família de três pessoas na Avenida dos Trabalhadores, na manhã de terça-feira (31). Na ocasião, duas crianças, Brenda Melissa Batista e Bruno Cleber Josail dos Santos, de 4 e 10 anos, respectivamente, morreram e a mãe delas ficou gravemente ferida.

Na decisão, Perri disse que o motorista chegou a levar um tapa no rosto de um dos populares que presenciou o atropelamento.

“A tentativa de agressão contra o custodiado com certeza reclama a segurança da segregação provisória, até mesmo para resguardar a integridade física do conduzido, já que pela repercussão tomada pelo ocorrido poderá, futuramente, ser deduzida em desfavor do custodiado”, determinou Wladymir.

O magistrado citou que Wesley prestou socorro às vítimas e chegou a ligar para autoridade policial e para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O magistrado Wladymir Perri: segurança do acusado estaria em risco em caso de liberdade

“Esta é a maior prova e comprovação do clamor público, da revolta popular, ou seja, se a Polícia Militar não retirasse o custodiado do local, poderia sofrer maiores sequelas físicas, já que de certa forma sofrera, consoante relatado pelo próprio conduzido, ao afirmar que levara um tapa em seu rosto. Dessa forma, se temos um clamor público e clamor social, então, evidentemente que temos um dos requisitos da conversão da prisão preventiva”, destacou.

O magistrado ainda pontuou que as investigações devem continuar sendo feitas pela  Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) para saber se o crime foi ou não intencional e levantar os culpados do caso.

Wesley continua preso na Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em Cuiabá. “Deverá nesse lugar permanecer, até decisão em contrário”, disse.

O acidente

No dia do acidente, Wesley conduzia uma caminhonete Dodge Ram branca e, segundo informações de testemunhas, ele estaria dirigindo em zigue-zague na pista quando atingiu a família. Um menino de 10 anos morreu na hora. Wesley foi autuado por duplo homicídio e lesão corporal grave. O acidente ocorreu ao lado do condomínio Alphaville.

De acordo com a Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran), o motorista fez teste do bafômetro. O exame não constatou nenhum teor de álcool no sangue dele. O homem precisou ser conduzido até o Cisc Verdão pelos policiais militares para não ser linchado pelas testemunhas. As pessoas se revoltaram com a situação e jogaram pedras no veículo.

A mulher e a segunda criança, de 3 anos, foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e conduzidas até o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). No entanto, a menor não resistiu e morreu. A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) está responsável pelo caso. O velório e sepultamento das crianças aconteceram nessa quarta-feira (1º).

Momento do acidente, veja.

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