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ANFITRIÕES

Delegado Stringueta é ignorado por deputado na ALMT

DA REDAÇÃO / LUIZA VIEIRA / DO LOCAL - LEONARDO MAURO
redacao@matogrossomais.com.br

MidiaNews

Em meio a uma reunião que analisa uma suposta interferência do governo de Mato Grosso quanto a conduta da Polícia Judiciária Civil no Estado, a Assembleia Legislativa (ALMT) convidou delegados para esclarecerem a situação. Todavia, os deputados agiram com total falta de decoro com o delegado Flávio Stringueta, uma vez que ignoraram a presença do policial.

Falta de perguntas quanto ao caso, ausência de estudos aprofundados quanto a situação foram umas das inúmeras falhas dos parlamentares na sessão extraordinária desta terça-feira (14). Dentre os que permaneceram em silêncio na presença do convidado estão: Faissal (PV), Claudinei (PSL), Ulysses Moraes (PSL), João Batista (Pros), Dr. João (MDB), Allan Kardec (PDT).

Eu esperava responder, entrar mais no assunto com as perguntas, mas uma hora eu vou esclarecer um pouco mais sobre o porquê das minhas posições. A Polícia Civil, não só aqui, mas acho que em todos os Estados, na maioria ela não tem autonomia financeira, e acaba sendo restringida. O delegado-geral é um cargo, que o governador nomeia e exonera a bel prazer” disse o delegado que buscava ser esclarecer a situação na Casa de Leis.

Stringueta detalhou mais uma vez a falta de autonomia da polícia, a qual se torna refém das gestões governamentais vigentes, que interferem na disposição de cargos, em especial no de delegado-geral.

Nós temos a nossa lei que diz que o delegado-geral pode ser eleito por lista tríplice, mas não é obrigado e que o mandato do delegado é de dois anos. Mas também, o governador pode cortar isso. Não há nada que impressa. Ou seja, é tudo muito relativo na Polícia Civil. Se um delegado-geral quiser continuar no cargo, ele tem que obedecer o governador, o secretário de segurança pública“, declarou  à imprensa.

Além disso, o delegado argumentou que muitas vezes um ‘pedido’ do estado é disfarçado de ordem quando provem do governo. É simples assim, muitas vezes pode não ser em forma de ordem, pode ser em forma de pedido, mas o pedido é sempre uma ordem, é só uma forma mais amena de você determinar. O que me parece no caso em questão, que eu acredito que o doutor Leonardo também é isso. O delegado-geral obedece o superior, obedecendo uma ordem do governador e assim que aconteceu“, disse.

Por fim, Stringueta reforçou o apelo por uma Polícia autônoma e que busca o apoio dos deputados quanto a pauta em questão.

Deveria ser uma unidade autônoma até por que a Polícia Civil é uma polícia de Estado e não de governo e uma das coisas que a gente clama, que a gente pede aos deputados, [sic] é procurar autonomia financeira da Polícia Civil“, finaliza.

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  • 15 de setembro de 2021 às 17:39:42
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