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GUERRA NA CÂMARA

Medeiros aciona deputado do PSB na Comissão de Ética por quebra de decoro

Roger Perisson

Após ter interpelado o deputado federal d o Paraná, Aliel Machado (PSB), quando o mesmo acusava os parlamentares de terem recebido a quantia de R$ 40 milhões para votarem pela aprovação da reforma da previdência durante sua tramitação na Câmara Federal, o vice-líder do Governo de Jair Bolsonaro, José Medeiros (Pode), representou, nesta terça-feira (25), contra Machado no Conselho de Ética da Casa de Leis por ato atentatório ao decoro.

Em sua justificativa técnica, Medeiros destaca o fato de que o deputado paranaense sequer citou que suas críticas se baseavam na liberação de emendas parlamentares, tendo assim induzido o público a acreditar, até mesmo, que se tratava dinheiro público destinado diretamente a parlamentares, o que configuraria um crime extremamente grave. O deputado de Mato Grosso reitera que Aliel “falseou informações” com o claro intuito de causar revolta popular e denegrir o parlamento.

“As acusações feitas pelo deputado Aliel Machado constituem comportamentos incompatíveis com o decoro parlamentar, visto que ele omitiu intencionalmente a informação de que sua fala foi baseada em uma reportagem que citava “emendas parlamentares” e não compra e venda de voto com pagamento de propina, como o deputado afirmou (…) Tais fatos demonstram a gravidade e o desrespeito do deputado Aliel Machado para com seus pares e com as instituições democráticas brasileiras, tendo claramente abusado de sua imunidade parlamentar material, incidindo em quebra de decoro parlamentar”, diz trechos da representação.

Em discurso, realizado também nesta quinta (25), Medeiros também falou do assunto e garantiu que não irá tolerar que oposicionistas do atual governo, que estiveram totalmente entrelaçados com a corrupção de gestões passadas do PT, venham a manchar a reputação da atual base governista e dos parlamentares que compõem a Câmara Federal neste mandato.

“Muita gente do meio político que devia estar na cadeia sim, mas tem muito pai de família aqui. Tem muita gente decente aqui e eu não aceito que um malandro pegar um microfone desses e vim fazer insinuação que estamos pegando dinheiro para votar aqui. Isso é um desserviço ao parlamento brasileiro”, contrapôs.

Medeiros confirmou que ajudou na articulação para aprovação da reforma da previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e realizou várias ligações a parlamentares para argumentar sobre sua importância. Porém, ele garantiu que não houve em nenhuma das discussões que participou qualquer insinuação de benefícios em troca de apoio.

“Passei o final de semana inteiro ligando pra deputado. Participei de todas as reuniões e não houve oferecimento, não houve nada. Mas querem enxovalhar. Com todo respeito ao passado da Folha de São Paulo, ela virou uma espécie de assessoria de comunicação do PT”, criticou, referindo-se ao jornal que foi o primeiro a trazer à tona a informação de uma possível compra de apoio para aprovar a reforma.

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  • 27 de junho de 2019 às 08:34:15