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CHAPADA DOS GUIMARÃES

Suspeito teria subtraído arma do avô da vítima para cometer crimes

Divulgação

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ªPromotoria de Justiça Criminal de Chapada dos Guimarães, está acompanhando as investigações em relação ao duplo homicídio consumado e uma tentativa por violência doméstica ocorrido na última quinta-feira (05), às 19h30, na comunidade de Lagoinha.

Entre as vítimas, uma jovem de apenas 17 anos, o seu pai e a sua mãe que foram atingidas por disparos, de arma de fogo, efetuados pelo suspeito Luiz Felipe da Silva Alves, 24 anos, que inclusive tem mandado de prisão em aberto por estupro cometido em outra cidade. Desde sexta-feira, a Polícia está em buscas contínuas para prender o suspeito.

A adolescente A.G.S.B e seu pai morreram no local do crime. A  mãe, segundo a promotora de Justiça Solange Linhares, foi levada ao Pronto-Socorro de Várzea Grande e está aguardando vaga em UTI.

De acordo com as informações colhidas até o momento pela autoridade policial, o suspeito subtraiu a arma da família do avô da namorada para cometer o delito.

Conforme a promotora de Justiça, os fatos relacionados ao crime chegaram ao conhecimento da Polícia no dia 26 de agosto, quando a jovem e a sua mãe registraram boletim de ocorrência por ameaça e estupro.

No mesmo dia, várias providências foram adotadas mas, infelizmente, não foram suficientes para evitar a chacina.

TRAGÉDIA ANUNCIADA – A adolescente A.G.S.B, que até 2018  vivia com a vó no município de Juara (a 754 Km de Chapada dos Guimarães),  sofreu, em menos de um ano de namoro, a primeira ameaça do seu namorado e principal suspeito do crime, Luiz Felipe da Silva Alves.

Desde o início do relacionamento, conforme consta em seu depoimento à Polícia Civil, o namorado dizia  que não gostava de ser contrariado e a primeira comprovação veio após ela ter se recusado a manter relação sexual.

Assustada, a jovem relata que tentou terminar o namoro, mas ele não aceitou,  disse que estava fora de si e que isso não aconteceria mais.

Mesmo com medo, ela conta que não conseguiu por fim a relação.

No dia 24 de agosto, dois dias antes de seu aniversário, seus pais estavam preparando a comemoração quando ela disse que foi até a casa do namorado e ele não a deixou sair com sua irmã, levando-a a um quarto e novamente com um revólver forçou-a a manter relação sexual.

Ao voltar para a casa dos pais, onde já estava acontecendo a festa, A.G.S.B disse ter contato para uma amiga o ocorrido que a orientou a falar para a sua mãe.

Após tomar conhecimento dos fatos, a mãe da vítima, Cristiane da Silva Belém, decidiu registrar o boletim de ocorrência na delegacia de Chapada dos Guimarães.

O termo de declaração da mãe, da vítima e de uma testemunha foi elaborado no dia 26 de agosto, às 15h22. Logo em seguida, a autoridade policial representou com pedido de providências ao Poder Judiciário.

No mesmo dia, às 19h50, em plantão judicial, o magistrado, com parecer favorável do Ministério Público, determinou a aplicação de medidas protetivas à vítima, como a proibição de contato e aproximação com a ofendida, ou com testemunha dos fatos por qualquer meio de comunicação, estabelecendo-se o limite mínimo de 400  metros de distância; e a proibição de frequentar a casa e o trabalho da vítima a fim de preservar a integridade física e psicológica da agredida.

O magistrado estabeleceu ainda o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do suspeito. A ordem judicial foi cumprida no dia 29 de agosto e de acordo com a certidão elaborada pelo oficial de Justiça a casa estava fechada e no local foi encontrado uma espingarda, uma bolsa contendo cartuchos, um machado pequeno e um facão.

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