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ABUSO SEXUAL

Direitos da Mulher defende apuração do caso Indea e comitê de igualdade

Reprodução

Após um boletim de ocorrência ser registrado na Polícia Civil, sobre um possível caso de assédio sexual sofrido por uma funcionária do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), não identificada, de 19 anos, que acusou o presidente da autarquia, Marcos Catão, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT), veio a público e defendeu que os fatos sejam apurados dentro do devido processo legal, com as garantias cabíveis.

Diante do relato de assédio sexual a vítima pediu exoneração do seu posto. A ex-funcionária relatou que trabalha no local há sete meses, e que há quatro, estava sob o comando do acusado. No dia 12 de novembro do ano passado, quando foi levar uma jarra de água no gabinete, a jovem conta que foi assediada sexualmente.

Consta no boletim de ocorrência que o chefe disse que ela não precisava ficar de máscara e, em seguida, começou a “massagear o pênis” enquanto olhava para ela. Ela disse ter ficado em choque. Depois do assédio, ela foi encorajada pelo pai a pedir demissão e registrar o boletim de ocorrência.

Nota à imprensa

Diante do relato de assédio sexual sofrido por uma ex-servidora do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), que denunciou como autor do abuso o presidente do órgão, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT) vem a público defender que os fatos sejam apurados dentro do devido processo legal, com as garantias cabíveis.

Contudo, não podemos ficar passivas diante das acusações e do fato que o INDEA é pela segunda vez objeto de notícias que dão conta de assédios sexuais cometidos dentro da instituição.

Tais suspeitas demonstram que ações precisam ser tomadas como forma de combater possíveis abusos e evitar que todo tipo de discriminação e violência seja cometida, entre elas as que garantam uma ambiência saudável para o local de trabalho. O CEDM também sugere a instalação de um comitê de igualdade que promova segurança, igualdade e espaço de denúncias dentro da instituição. 

As ações sugeridas não devem se limitar ao INDEA e precisam ser fomentadas em todos os órgãos e poderes que funcionam com recursos públicos, pois devem ser as primeiras a fazer cumprir o estado democrático de direito, combatendo o assédio e a discriminação que são motivos pelos quais muitas vezes nós mulheres não conseguimos desenvolver em pé de igualdade nossas carreiras.

Por fim, esperamos que a verdade venha à tona e que a violência contra a mulher seja combatida e não passem impunes os que a praticam, ou qualquer outro tipo de violência no local de trabalho ou na sociedade.

Glaucia Amaral

Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM-MT)

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  • 13 de janeiro de 2021 às 13:43:47
  • 13 de janeiro de 2021 às 12:37:26